OBJETOS AÉREOS: CIVIS AMEDRONTADOS E MILITARES IMPRESSIONADOS       OPERAÇÃO PRATO 40 ANOS
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Por Giordano Mazutti Andrade                                                             Outubro de 2017

Há 40 anos um dos maiores mistérios da Ufologia Mundial e da história Brasileira estava em ação. Um corpo luminoso no céu e raios de luz em direção às pessoas, dezenas de cidades em estado de medo e pânico. Conheça a partir de agora o fenômeno que, especificamente, no segundo semestre de 1977 transformou para sempre estados do norte e nordeste do país, movimentando o mais alto escalão militar Brasileiro na época do regime militar.

No Maranhão, as estranhas luzes ficaram conhecidas como "o aparelho". No Pará, como "luz vampira" ou "chupa-chupa" - apelidado assim pois os ataques eram hostis e "chupavam" a vítima onde o raio atingia, causando pequenos orifícios após os ataques.

O INÍCIO

O caso de nome "Ilha do Caranguejo" (referente ao local do ataque) foi um dos primeiros casos a ser atribuído aos corpos luminosos, que já eram notícia na imprensa Maranhense por estarem sobrevoando diversas regiões. No dia 25 de abril de 1977 quatro homens (Auleriano, Firmino, José e Apolinário)* saíram de barco de São Luís, capital do Maranhão, em direção a Ilha do Caranguejo, uma viagem de 30 km de distância. O objetivo dos quatro homens era a coleta e o corte de troncos de madeira para a fabricação de embarcações. O quarteto teria que esperar até por volta da meia-noite, quando a maré já estava em alta novamente, para então seguir viagem de volta. Acontece que nenhum dos homens acordou na devida hora, por volta das 05h00min Apolinário acordou e encontrou Auleriano pedindo ajuda, pois não conseguia se locomover. Firmino, o outro tripulante, estava caído inconsciente. Ambos estavam com graves queimaduras de 2º grau, Firmino atingido abaixo do peito e Auleriano pela região dorsal. O outro companheiro, José Sousa, que dormiu em uma rede no porão do barco, lá estava, porém morto, já enrijecido e frio.

Após muito tempo e com muito sofrimento Apolinário conseguiu voltar até o continente. Mas com um detalhe, todos os 100 troncos de 3 m de comprimento e 10cm de diâmetro que os homens haviam coletado tinham desaparecido. O caso ganhou repercussão nacional e mundial, o médico carioca Silvio Lago deslocou-se até o Maranhão para investigar o caso, em sessões de hipnose regressiva constatou que nenhum dos sobreviventes se lembrava do que acontecerá naquela madrugada. Firmino ficou em coma por cerca de uma semana e internado por um mês. Nesse período de internação, Firmino em estado inconsciente gritou diversas vezes a palavra "fogo", a mídia atribuiu isso como prova de que o incidente era originado dos objetos luminosos que já estavam aparecendo na região e que eram muitas vezes comparados com uma "bola de fogo" pela forte luminosidade. A causa da morte de José Sousa, 22 anos na época, segundo os legistas, foi derivada de um choque emocional (link do laudo abaixo). A polícia entrou no caso imediatamente, em investigações os mistérios só aumentaram, nem o barco e muito menos as vestimentas das vítimas registraram qualquer tipo de marca de queimadura ou algo que pudesse identificar o que teria causado os ferimentos. Segundo familiares de Firmino, que foi queimado abaixo do peito esquerdo, após a experiência ele nunca mais foi o mesmo, parecia que com o tempo ficava mais "abobado".

O Caso também foi amplamente estudado "in loco" por Bob Pratt¹, jornalista e ufólogo norte-americano, que veio ao Brasil mais de treze vezes para investigar o fenômeno das luzes. Ele publicou o livro "Perigo alienígena no Brasil" onde apresentou o caso acima detalhadamente.

¹ As imagens dos pescadores são de autoria de Bob Pratt

** Passe o mouse nas imagens para ler as legendas

Bob Pratt no barco dos pescadores
Bob Pratt no barco dos pescadores
Firmino na época, com a marca deixada pelo ataque
Firmino na época, com a marca deixada pelo ataque
Firmino em 2002, ainda com a marca do ataque
Firmino em 2002, ainda com a marca do ataque
O Jornalista e Ufólogo norte-americano, Bob Pratt
O Jornalista e Ufólogo norte-americano, Bob Pratt
Firmino no hospital
Firmino no hospital
Dr. Silvio Lago, em sessão de hipnose regressiva nos sobreviventes
Dr. Silvio Lago, em sessão de hipnose regressiva nos sobreviventes

JORNAIS DA ÉPOCA RELATANDO O INCIDENTE:

Jornal O Estado do Maranhão - 01/05/1977 - pg 02

Jornal Pequeno - 14/05/1977 - pg 08

Jornal O Estado do Maranhão - 03/05/1977 - pg 03

Jornal Pequeno – pg 01
Jornal Pequeno – pg 01

LAUDO MÉDICO DE FIRMINO E AULERIANO:

BAIXADA MARANHENSE

O caso resumido acima foi, querendo ou não, o estopim para a imprensa local e regional. Uma história que viajou o Maranhão em poucas horas. Os veículos de comunicação colaboraram no aumento do pânico, com notícias diárias de mais ataques em outras regiões, era o início de um fenômeno que se estenderia até envolver os militares da inteligência da Aeronáutica Brasileira. Entre abril e julho de 1977, os corpos luminosos começaram a surgir continuamente na "baixada Maranhense" (Cidades mais afetadas: Pinheiro, São Bento, São Vicente de Ferrer e Penalva) e chegaram a ser presenciados por cerca de 50% da população total da "baixada". A cidade de Pinheiro, na época governada pelo prefeito Manoel Paiva (Maneco Paiva), foi uma das primeiras cidades a enviar um ofício para a Aeronáutica pedindo providências, pois a população não saia mais a noite e os pescadores estavam deixando de trabalhar, para evitarem o encontro com os "aparelhos".

O fenômeno surgia a partir do entardecer, quando muitas pessoas voltavam do trabalho, os relatos eram todos muito parecidos, um enorme e brilhante corpo de luz no céu, na grande maioria das vezes na cor amarelada e/ou avermelhada que surgia repentinamente, emitindo às vezes pequenos ruídos, fazendo manobras flexíveis, voando em baixa altitude e perseguindo as pessoas, quando não as atacando. As pessoas que eram atacadas, ou aonde a bola luminosa chegava muito perto, apresentavam sensibilidade visual, paresia (perda parcial da motricidade), formigamentos, febres, calafrios, tonturas, perda de domínio (não conseguiam gritar para pedir ajuda), astenia (fraqueza) e em alguns casos queimaduras localizadas.

revista UFO
revista UFO

Jornal O Imparcial - 17/07/1977

ATIRAR OU NÃO ATIRAR?

Dois casos envolvendo militares foram registrados em Pinheiro e em São Vicente de Ferrer. O primeiro refere-se a um contato imediato ocorrido com policiais militares que estavam em uma viatura da polícia em patrulhamento, justamente por conta das aparições na cidade, como dito no título do O Estado do Maranhão (Jornal O Estado Maranhão - 26/07/1977 - pg 01) o objeto fez sinais luminosos para a viatura da polícia. A segunda matéria especifica bem o caso, é do Jornal O Liberal, do Pará, a viatura que levava alguns soldados sob comando do tenente Amujacy, que estava presente, foi seguida por um objeto luminoso, que chegou muito próximo ao carro, o motorista da viatura apagou as luzes, o objeto também, ele emitiu algumas piscadas luminosas para a viatura sumindo em seguida.

  O Liberal - 29/07/77 - pg 01
O Liberal - 29/07/77 - pg 01

O Estado do Maranhão - 26/07/1977 - pg 01

O delegado José Ribamar de São Vicente de Ferrer, cidade distante cerca de 70 km de Pinheiro, também teve um contato imediato, ele observou um objeto luminoso em cima de sua residência, o delegado chegou a sacar sua arma, mas devido a forte luminosidade emitida pelo objeto desistiu de atirar.

O Liberal - 29/07/1977 - pg 12

Jornal O Imparcial - 22/07/1977

Jornal O Imparcial - 17/07/1977  

Manoel Paiva, prefeito de Pinheiro na época
Manoel Paiva, prefeito de Pinheiro na época

Os grandes afetados pelas aparições dos objetos luminosos foram os pescadores, que tinham contato direto com o fenômeno na hora ápice do surgimento, que era a partir do entardecer, percorrendo toda a noite. Isso fez com que centenas de pescadores parassem de trabalhar por terem medo de encontrar os objetos no meio da noite. Naturalmente, em específicas regiões, a falta de alimento e de renda em diversas famílias começou a surgir, pois a fonte de sobrevivência da grande maioria dessas famílias era e é até hoje, a pesca ou trabalhos perto das águas (onde havia maior incidência de aparições).

Arte: revista UFO
Arte: revista UFO

Jornal O Imparcial - 28/07/1977

UM FENÔMENO "NÔMADE"

O mapa abaixo representa a migração dos corpos luminosos. É de impressionar tamanha a área de presença e o número de testemunhas que o fenômeno deixou. Alguns pesquisadores estimam que o número de testemunhas possa ter passado da casa dos centenas, um pequeno cálculo cidade por cidade confirma um número até maior. A área representada com um círculo vermelho é onde o fenômeno viria a se concentrar, de fato, a partir de agosto 1977. Após adentrar o estado do Pará, os objetos percorreram toda a famosa região do salgado, que abrange cerca de 30 municípios e dezenas de vilarejos. 

O traço pontilhado que fica junto a cidade de Viseu/PA representa a divisa natural entre Maranhão e Pará, o conhecido Rio Gurupi. Alguns estudiosos do assunto, dentre eles o biomédico boliviano e ufólogo Daniel Rebisso Giese, apelidou toda essa primeira parte do fenômeno, que aconteceu no Maranhão, de Fase Gurupi. Essa fase seria a primordial do fenômeno, que também se manifestou em casos isolados no Piauí e no Ceará. A introdução com o Caso Ilha do Caranguejo e outros detalhes evidencia que esse fenômeno não apareceu do "nada" e sim seguiu um padrão, como se estivesse "estudando" diversos grupos de diversas localidades.

Movimentação dos objetos
Movimentação dos objetos

O PIOR ESTAVA POR VIR

Viseu foi à primeira cidade Paraense vítima dos ataques. A Vila do Piriá (foto abaixo, atualmente), pertencente à Viseu, distante 14 km da cidade, a partir do início de julho de 1977 sofreu com as elevações dos objetos. Os fenômenos ficaram conhecidos na localidade como "luz do diabo", que chegou a causar adoecimento em um morador, à luz teria acabado com a "vitalidade" do homem. O termo acabar com a "vitalidade" viria a ser bem comum a partir de agora, os relatos intensificando a "perda de vida" eram frequentes no Pará, era como se a luz sugasse toda a energia vital das pessoas. Outras regiões aos arredores de Viseu, como Curupati, Urumajó e Itaçu, também foram atingidas, ali os relatos eram de uma "lanterna com luz forte". Em Viseu a população não saia de casa após às 18h00min, pois a partir desse momento os objetos começavam a aparecer e atacar quem estivesse na rua. Dos habitantes de Viseu, 98% eram católicos ou evangélicos e o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - ano de 1980) girava em torno de 0,307, de uma escala de 0 a 1, o que é considerado baixo. Abaixo algumas matérias de jornais da época noticiando as aparições dos OVNIs.

O Liberal – 10/07/1977 – pg 24
O Liberal – 10/07/1977 – pg 24

O Liberal - 11/07/1977 - pg 16

Vila São José do Piriá - Viseu/PA. Foto ATUALMENTE

CHUPA-CHUPA

As visíveis inteligências que controlavam esses objetos, seja por qual motivo especulativo for, a partir da chegada ao Pará, resolveram mudar sua forma de agir. Mas para pior. Como mostrado acima, Viseu foi atormentada pelas aparições e conforme o mapa representado com as flechas, os corpos luminosos seguem se espalhando para mais cidades próximas a Belém. Mas o detalhe impressionante entre o fenômeno que atacou o Maranhão e o que estaria atacando o Pará era que, a partir de agora, um número gigantesco de pessoas começaram a relatar que os artefatos estavam sugando o sangue da população através da luz.

Com o surgimento do fenômeno no Pará, a situação de pânico no Maranhão foi diminuindo. No estado Paraense, o fenômeno atacava homens e mulheres e em casos extremamente raros crianças. Preferencialmente, a partir de agora, as mulheres iriam se tornar as vítimas preferidas dos objetos, que disparavam a luz próxima a um de seus seios, na grande maioria das vezes do lado esquerdo. Nos homens, a luz iria começar a se fixar no pescoço, o que também originou outro apelido, "luz vampira".

O prefeito de Maracanã foi mais uma das autoridades a pedir ajuda para os militares. Ele enviou um ofício de clamor, pedindo ajuda imediata para quatro órgãos militares, foram eles: Comando do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA); Comando da 8º Região Militar da Amazônia (EXÉRCITO); Comando da 1º Zona Aérea (COMAR); Comando do 4º Distrito Naval (Marinha).

Assim que chegou ao Pará, diversas cidades registraram a passagem dos objetos, dentre elas podemos citar: Viseu, Augusto Corrêa, Bragança, Quatipuru, Capanema, Derrubada, Maracanã, Marapanim e por último Vigia de Nazaré, Colares, Santo Antônio do Tauá, Ananindeua, Castanhal, Benevides, Ilha do Mosqueiro e um pequeno número de casos em Belém, capital do Pará. Mas vai ser em Vigia e Colares, especificamente, que os objetos iriam aparecer habitualmente, por meses. Outro ponto importante é que além das cidades citadas acima cada uma tinha dezenas de vilarejos aos seus arredores, o que aumenta o número de testemunhas. A luz que antes fazia as vítimas desmaiarem, agora imobiliza. A grande maioria das vítimas ficavam conscientes na hora do ataque, mas não podiam gritar ou se mover, eram, literalmente, petrificadas. A reportagem abaixo mostra exemplos. Em alguns casos de ataques, algumas vítimas chegaram a perder até 300 ml de sangue.

Locais onde os objetos se concentraram
Locais onde os objetos se concentraram

O Liberal - 08/10/1977 - pg 21

O pânico estava instalado, a população, a exemplo dos Maranhenses, não saia mais a noite, os pescadores não pescavam, os agricultores não plantavam e muitas escolas começaram a fechar antes das 17h00min. Em Colares com o passar do tempo, apenas o posto médico abria, que recebia diariamente mais vítimas vindas de diversas regiões, já que a unidade de saúde era uma das poucas na região em funcionamento. Um dado assustador mostra que a população de Colares na época era cerca de 8.000 pessoas, com as aparições dos objetos centenas de famílias começaram a fugir, mesmo sendo uma população humilde e com poucos recursos para abandonarem o que tinham, a maioria fugiu, resultando em pouco mais de 2.000 pessoas residentes na ilha.

O na época prefeito de Vigia, José Ildone Favacho Soeiro, foi mais uma autoridade que enviou um ofício para a Aeronáutica pedindo providências. 

"O povo vivia apavorado porque esse feixe de luz noturno tinha já agredido várias pessoas. A comunidade toda se amontoava em três casas apenas. Ficavam rezando, às vezes cantavam algumas canções religiosas. As pessoas em pânico... A unidade de saúde de Colares virou quase que um pátio dos milagres" - José Ildone Favacho Soeiro, Prefeito de Vigia de Nazaré, em 1977.

O Liberal - 17/10/1977 - pg 17

O Liberal – 17/11/1977 – pg 17
O Liberal – 17/11/1977 – pg 17
O Liberal – 15/10/1977 – pg 21
O Liberal – 15/10/1977 – pg 21
O Liberal – 16/10/1977 – pg 2
O Liberal – 16/10/1977 – pg 2

Em Vigia, onde fica o povoado de Ubintuba (próximo ao rio Bituba), os relatos eram de um "aparelho" que emitia uma luz que penetrava os casebres pelas frestas das portas, janelas e até pelo telhado. A luz causava amortecimentos em partes do corpo, tremores, calor e paralisias.

A Província do Pará - 20/10/1977 - pg 15

Na Ilha de Colares, os relatos eram parecidos, um objeto voador que emitia raios luminosos na direção das pessoas. Os raios podiam também adentrar as casas por qualquer fresta. Até esse momento, apesar das cidades estarem consideravelmente próximas a capital do Pará, Belém, os militares não tinham entrado em ação, ainda.

AERONÁUTICA ENTRA EM AÇÃO 

Com o número de casos aumentando cada vez mais e atendendo as solicitações de diversos prefeitos e autoridades das regiões afetadas, o Primeiro Comando Aéreo Regional, com agentes pertencentes à 2º seção de Operações de Inteligência da Aeronáutica (A2 do I COMAR), deslocou o primeiro grupo militar, sob comando do Sargento João Flávio de Freitas Costa, até a região de Santo Antônio do Tauá, inicialmente. Os militares identificados como Ernesto (nome fantasia utilizado pelo Sgt. Flávio), Luciano e Gualter saíram de Belém por volta das 14h00min do dia 20/10/1977, como mostra no documento abaixo. O objetivo inicial dos agentes era de fazer uma identificação do fenômeno. Inicialmente, na cabeça de muitos militares, as tais luzes poderiam ser embarcações comunistas e guerrilheiros em ação. Outros, inicialmente, atribuíram o aparecimento das luzes como parte do folclore da região, misturados com a falta de informação da população.
Nessa mesma noite da chegada dos militares à cidade de Santo Antônio do Tauá, eles realizaram as primeiras vigílias, observando de início alguns corpos luminosos em voo pela região. No dia 21/10/77 os militares fizeram algumas entrevistas em campo com moradores e testemunhas, e às 17h00min do mesmo dia voltaram para Belém. No dia seguinte, 22/10, conforme está no documento, os militares relataram verbalmente ao seu superior, tenente-coronel Camillo Ferraz de Barros, o que tinham produzido nos dias anteriores. Os agentes então receberam a ordem para irem para Santo Antônio do Ubintuba, localidade pertencente à cidade de Vigia, que estava na linha de ataque dos objetos. O número do contingente militar foi aumentando, inclusive o chefe da 2º seção, tenente-coronel Camillo Ferraz de Barros (foto lado E), que era subordinado ao comandante do I COMAR, brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira (foto D), participou ativamente de pesquisas em campo. O número total da equipe militar, contando os militares, médicos e psicólogos da Força Aérea somam uma equipe de quase 60 pessoas.
O documento abaixo que tem como título "RELATÓRIO DE MISSÃO" e cita o assunto como: "APARECIMENTO DE LUZES, PROCEDÊNCIA DESCONHECIDA (OVNI'S). NO ESPAÇO AÉREO INFERIOR" totaliza 40 páginas e é o primeiro documento produzido pelos militares com investigações, vigílias e observações (download logo abaixo). O documento ao lado direito, é a terceira página onde evidencia as primeiras observações de objetos não identificados pelos militares, na madrugada do dia 23/10, na localidade de Santo Antônio do Ubintuba, na cidade de Vigia.  Pode-se observar também, os equipamentos que os militares levaram para as pesquisas.

Capa do Relatório Final
Capa do Relatório Final

Página 38/40 do primeiro relatório (o mesmo que o de cima) produzido pelos militares, ele foi assinado pelo Sargento Flávio, chefe da equipe, que no fim do relatório comenta: "...ESTES CORPOS E LUZES, SÃO: - INTELIGENTEMENTE DIRIGIDOS."

Outro ponto descrito no documento pelo Sargento Flávio, era a falta de materiais fotográficos, principalmente, para se fazer as vigílias. Mas ele deixa claro a certeza da equipe sobre os relatos investigados e sobre as observações presenciadas.

Página 40/40
Página 40/40

No link abaixo está disponível para visualização e download o RELATÓRIO DE MISSÃO de 40 páginas

tenente-coronel Camillo Ferraz de Barros - Chefe do A2
tenente-coronel Camillo Ferraz de Barros - Chefe do A2
Brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira - Comandante do I COMAR
Brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira - Comandante do I COMAR

Sargento Flávio de Freitas Costa - Chefe inicial da equipe

RELATÓRIO DE COLARES

O documento abaixo, que é o RELATÓRIO DE MISSÃO - COLARES - inicia em 24/10/1977 relatando a chegada dos militares até a localidade. Na região de Colares os militares organizaram algumas palestras para amenizar o pavor da população, na época, eles falaram sobre a viagem do homem a Lua. Eles ouviram diversas testemunhas, que estão descritas ao longo do relatório, que totalizou 22 páginas. Para visualizar o relatório de COLARES completo acesse o link abaixo:

Uma das peças fundamentais dentro da Operação, foi a médica Wellaide Cecim Carvalho, que era a diretora da Unidade de Saúde de Colares, que atendeu centenas de pessoas. Ao chegarem à localidade, os militares (documento acima), mantiveram contato com o prefeito da cidade, Alfredo, e o vereador Manoel. A Dra. Wellaide e o padre católico da ilha, Alfredo de Lá Ó, mexicano naturalizado americano, que também era médico e físico, foram essenciais na vida dos moradores, já que até o próprio delegado tinha abandonado a ilha. Abaixo o relato extremamente idôneo do Padre Alfredo de Lá Ó e de um ex-militar, referente às observações que ambos tiveram dos objetos voadores.


MUDANÇA DE COMANDO

Desde a chegada dos militares dia 20/10/1977 as visualizações de objetos luminosos iam aumentando a cada dia e pior, não eram mais só luzes, e sim objetos em formatos como cilindros, esferas, bumerangues, entre outros. Na parte diurna, os militares se separavam e iam à procura de testemunhas e de lugares onde os objetos estavam aparecendo, para a noite fazerem vigílias nesses locais. Era essa a rotina dos militares. O primeiro mês de investigação, gerou centenas de páginas contendo casos, investigações, desenhos de objetos e croquis de vigílias, além de diversas fotografias. Tudo que era produzido era enviado ao Comando em Belém, chefiado pelo Brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira. Mas uma mudança ocorre no comando da Operação, que ora era chefiada pelo Sgt. Flávio, ora pelo Coronel Camillo, chefe da 2º seção, que se interessou pelas "luzes voadoras". A partir do dia 01 de novembro de 1977 o comando da Operação passou a ser do Capitão da Força Aérea Brasileira, Uyrangê Hollanda (foto).

Capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira Hollanda Lima, comandante da Operação Prato. O nome "Prato" foi dado por ele, como a missão iria investigar discos voadores, na linguagem popular, para não ficar um nome que entregasse o motivo da Operação, Uyrangê colocou um nome parecido, mas não tão evidente, ficou então: OPERAÇÃO PRATO.

OBJETO FAZ VOO SUPERSÔNICO

Uyrangê era um cara duro na queda. Militar exemplar e requisitado para qualquer missão, independente onde fosse: missão dada era missão cumprida. O Capitão era especialista em operações de selva, já tinha sido responsável por 5 anos para chefiar uma unidade anti-guerrilha no sul do Pará, e foi também comandante do Para-Sar, esquadrão de elite especializado em operações de busca e salvamento. Uyrangê só não iniciou como comandante da Operação pois estava em Brasília em um curso de salvamento. Chegando a Belém, Uyrangê se apresentou para o comandante do I COMAR - Brigadeiro Protásio, que o havia chamado de volta com o intuito de informá-lo dos objetos voadores. O comandante entrega ao capitão toda a documentação produzida pelos militares que já estavam na região investigando e torna Uyrangê Hollanda o novo comandante da missão.

Dia 01/11/1977 Uyrangê chega a Colares de helicóptero para assumir a missão. Já na primeira noite um corpo luminoso amarelo passa por cima da cidade de Colares em velocidade impressionante. Todos os militares e dezenas de civis observaram.

O documento abaixo é da pasta de nome "REGISTROS DE OBSERVAÇÕES DE OVNIs" (código de origem original: CENDOC_ENVELOPE_10_1978. PDF), que tem catalogado 130 observações e investigações dos militares. O item 01. mostra o número do registro, vamos ao último de número 16. O local foi no município de Colares, no dia que Uyrangê chegou à cidade, por volta das 19h00min o corpo luminoso surge. Ele tem um tamanho aparente de 8 cm, ou seja, ele ocupava 8º no céu ( uma Lua cheia ocupa 0,5º). Os observadores foi à própria equipe militar. Reparem na velocidade do objeto, de 800 km/h para velocidade supersônica, ou seja, atingiu mais que 1.235 km/h em sua subida. E o detalhe no item "13. NOTA" mesmo atingindo velocidade supersônica os militares não observaram o deslocamento do ar, nem qualquer efeito físico em pessoas ou em construções, já que o objeto atingiu tal velocidade em extrema baixa altitude. Ao lado do documento está o croqui feito pelos militares sobre a observação.

ATAQUE HOSTIL NA ILHA DO MOSQUEIRO - TRIPULANTES DE OBJETO ATACAM

A conhecida Ilha do Mosqueiro teve diversos casos de natureza extremamente hostil. Um desses é o caso noticiado no jornal abaixo, O Estado do Pará, dia 01/11/1977, na página 12, acontecido na localidade de Tapiapanema, às margens do Rio Pratiquara, no dia 29/10/1977. Na ocasião, o casal Benedito Campos Trindade (24 anos) e Silvia Mara (17 anos) descansavam em uma rede em sua residência, quando por volta das 18h00min, através de uma fresta na janela o casal notou um objeto oval, prateado, emitindo uma luz esverdeada em direção ao quarto do casal, onde estavam deitados. O casal levantou-se para verificar, nesse momento, a luz adentra a residência pela mesma fresta que havia sido observada, atingindo Silvia e a deixando completamente dormente. Benedito vai ajudá-la, já que Silvia estava gestante, com medo que caísse no chão, o que vem a seguir é impressionante:

Como o próprio Capitão Uyrangê declarou em 1997, na histórica entrevista aos ufólogos Ademar Gevaerd e Marco Petit, ele entrou para ser o "advogado do diabo", enquanto os militares que já estavam a mais tempo na região já haviam se convencido plenamente da presença de discos voadores, Uyrangê só iria acreditar "quando um passar bem em cima da minha cabeça" como declarou. Como sabemos, Uyrangê entrou na missão dia 01/11/1977, a rotina dos militares era pesquisar, entrevistar e fazer vigílias. Os documentos disponíveis provam isso. Mas sempre que questionado pelo seu superior se teria visto algo além de objetos voadores a grande altitude, sempre respondia que não, dizendo "vi apenas luzes no céu, nada mais que isso".

"AÍ O HERÓI BRASILEIRO TREMEU NAS CALÇAS"

Dia 28 de novembro de 1977, por volta das 18h00min, mais uma vigília estava pronta para iniciar. O local era na Baía do Sol, na Ilha de Colares. Nessa ocasião, além dos militares da Força Aérea chefiados pelo Capitão Uyrangê, havia outros para chegar, era um grupo de agentes do amedrontador SNI - Serviço Nacional de Informação, serviço secreto do Estado Brasileiro e principal órgão repressivo do regime militar, que além dessa ocasião, alguns agentes do SNI participaram de outros momentos da Operação Prato ativamente. Outro detalhe de extrema importância, é que agentes do CISA - Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica, também participaram de algumas missões da Operação Prato. Isso veio à tona recentemente após a liberação de novos documentos, e causou grande inquietação nos meios Ufológicos do país, pois ficou comprovado que o SNI (atual ABIN - Agência Brasileira de Inteligência) e o CISA se interessaram amplamente pelos acontecimentos na região, inclusive produziram documentos. Nessa ocasião da vigília, os agentes do SNI pediram autorização ao seu superior em Belém, tenente-coronel Filemon Menezes, se poderiam participar, sendo autorizado pelo mesmo. O vídeo abaixo com o testemunho do Coronel Holanda, com pouco mais de 4 minutos, relatou o avistamento que mudaria sua percepção sobre o fenômeno. O Coronel cita que estava aguardando a chegada dos agentes do SNI que estavam vindos de Belém e se atrasaram por conta do trânsito. As observações de objetos voadores naquela noite foram três, iniciando às 18h30min. Confira o que acontece:

Como citado anteriormente, umas das figuras mais importantes dentro do fenômeno chupa-chupa foi a Dra. Wellaide, diretora da Unidade de Saúde de Colares. Abaixo foi separado alguns trechos da sua entrevista a revista UFO, especificamente ao ufólogo e editor da mesma, Ademar José Gevaerd. A médica comenta a perda de sangue que alguns atacados apresentavam. Mais além ao decorrer da matéria, voltaremos ao depoimento da médica, onde ela conta sobre as ameaças que sofreu dos militares para dopar a população e sua própria experiência com um objeto cilíndrico tripulado.

Texto retirado da entrevista que a médica concedeu a revista UFO. Leitura completa no link abaixo:

"Um paciente que tinha feito um exame no mês de março de 1977, que acusou 4.600 milhões de hemácias e uma taxa de 12,5 g/dL de hemoglobina, apresentou após o ataque apenas 3 milhões de hemácias e 9 g/dL de hemoglobina" Dra. Wellaide Cecim

Ademar Gevaerd: Com que frequência os casos de pessoas queimadas por essas luzes eram registrados?

Dra. Wellaide: Inicialmente, recebíamos uma ocorrência a cada três dias. Depois, os casos passaram a ser diários - às vezes, atendíamos de três a quatro pessoas em um único dia. Em pouco mais de um mês, já havíamos atendido mais de 40 vítimas. Era uma coisa crescente e as pessoas começaram a abandonar a ilha. O esvaziamento de Colares chegou a 60-70% e a população local ficou reduzida a uns 2 mil habitantes. Na Vila de Colares, no centro da ilha, não restaram mais do que uns 800 habitantes. Muitos fugiram de medo, pois os ataques não mais se concentravam no período noturno, como antes. Eles passaram a acontecer à tarde, também. A situação era tão terrível que ninguém mais pescava ou caçava. Tudo fechou: escolas, fórum, cartório e até a delegacia. A cidade inteira parou.

O prefeito disse que todos podiam fugir, mas que ele, o padre e eu teríamos que ter o profissionalismo e permanecer. Tentei até retrucar: 'Mas até o delegado foi embora!' Ele então disse: 'O delegado não trata de pessoas'.

Dra. Wellaide - revista UFO
Dra. Wellaide - revista UFO

A cada anoitecer mais uma batalha surgia para os homens de Colares e região. A maioria se armou, com revólveres e escopetas, para "destruir" os objetos. Os homens se revezavam na segurança, mulheres e crianças ficavam dentro das casas trancadas. O povo se reunia em duas ou três residências e todos dormiam juntos, faziam cantorias e rezavam, a população achava que estaria espantando os objetos dessa forma. O pânico era tanto que as pessoas começaram a dormir embaixo das camas ou dentro de guarda roupas para a luz dos objetos não atingi-las, já que o raio que os objetos emitiam faziam curvas e passavam através de objetos sólidos. Uma dessas testemunhas é o homem da foto abaixo, o comerciante Newton de Oliveira Cardoso, vulgo "tenente" 27 anos na época, residente na Vila de Mocajetuba, em Colares, Newton acordou com uma "quentura" em seu corpo. Após isso, reparou que estava queimado na altura do pescoço, ele foi levado para a Unidade de Saúde de Colares, permaneceu com extrema fraqueza e sem ânimo durante dias. 

revista UFO
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Entrevista com Newton Cardoso, uma das últimas testemunhas vivas do fenômeno chupa-chupa

Claudomira Rodrigues da Paixão, com 35 anos na época, moradora de Colares. O fato aconteceu dia 18/10/77, Mirota, como é conhecida, foi atingida no seio pelo chupa-chupa quando dormia na casa de familiares. Ela estava em uma rede próxima à janela quando foi surpreendida por um clarão forte. Sentiu um calor em seu corpo e ficou paralisada logo em seguida. Foi quando foi atingida por um feixe de luz esverdeado, abaixo o documento produzido pelos militares sobre o caso.

revista UFO
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                                       Documento da pasta: RELATÓRIO DE COLARES

E QUEM REAGIA?

O homem abaixo é o agricultor Manoel Matos de Souza, vulgo Coronha, na época morador de Santo Antônio do Tauá, esse foi um dos homens que tentou atirar nos objetos voadores, em revide foi atingido por um raio vermelho, tendo as consequências de ficar acamado por 2 semanas. 

Documento da pasta: REGISTROS DE OSERVAÇÕES DE OVNIS - Com 130 casos 


"Eles estavam tão aterrorizados que não pescavam. Eles queriam armas para atirar..Nós tivemos que explicar a eles que eles não podiam atirar nos OVNIs ou as coisas podiam piorar" 

Agente da Inteligência Sargento Álvaro PINTO dos Santos, um dos primeiros militares a ir para Colares.


OBJETOS TRIPULADOS

A matéria acima que mostrou o caso do agricultor Manoel que atirou no objeto voador, cita que ele visualizou duas criaturas dentro do artefato. Isso começou a ser tornar comum em Colares, Vigia, Santo Antônio do Tauá e vilarejos próximos, muitas pessoas além de verem os objetos luminosos sobrevoando as localidades, também começaram a visualizar artefatos com criaturas dentro, através de um pequeno para-brisa. O mais impressionante era que, os relatos vinham de regiões distantes uma das outras, com relatos idênticos sobre as criaturas, eram de formato humano. Os seres que tripulavam e controlavam os objetos, quando não vistos com uma espécie de capacete, apresentavam cabelos loiros e olhos puxados, isso foi relatado por dezenas de pessoas. Os militares investigaram diversos casos dessa natureza, como mostra o documento abaixo, onde um tripulante desceu de um objeto circular, vestindo um macacão colante.

A MÉDICA QUE NÃO ACREDITAVA NO CHUPA-CHUPA - Trechos da entrevista do link anterior 

Ademar José Gevaerd: Qual foi sua opinião sobre esses fatos, naquela época, e como você lidou com sua conclusão de que não poderiam ser alucinações?

Dra. Wellaide: Na verdade, eu não tinha uma opinião concreta sobre os casos, mas pensava que poderiam ser algum tipo de alucinação visual combinada com autoflagelação. Realmente, não sabia o que eram os ataques e tinha muitas dúvidas. Demorei bastante para perceber que não poderiam ser delírios, até por causa do meu ceticismo e eu ser uma médica recém-formada. Se isso acontecesse agora, jamais teria demorado tanto tempo para compreender os fatos e não perderia a oportunidade de colher dados importantes, que hoje enriqueceriam muito a pesquisa dos ufólogos. Minha imaturidade e, talvez, falta de humildade profissional, por ser nova na profissão, atrapalharam muita coisa.

A.J Gevaerd: Doutora, quando saía a pele necrosada da queimadura, quanto tempo era necessário para que o local se recuperasse?

A pele ficava como que em carne viva. Na realidade, ela já estava em processo cicatricial imediato. Quando você puxava aquilo, ficava vermelho e ardendo durante dias, como se tivesse tirado a casca de uma ferida. As vítimas, por sua própria conta, passavam de tudo nos ferimentos: manteiga, gordura de cacau, sebo de carneiro, além de óleo de copaíba. Algumas substâncias aliviavam um pouco a dor, já que os analgésicos não faziam efeito, nem mesmo Dipirona injetável. Eu usava geralmente Xilocaína para abrandar a dor dos pacientes, que demoravam em média de 15 a 30 dias para estarem curados. Após o fato, a pele ficava com aspecto branco, sem pigmentação.

DRA. WELLAIDE SOFREU AMEAÇAS POR PARTE DOS MILITARES

A.J Gevaerd: Como era seu contato com os militares a esta altura dos acontecimentos na ilha de Colares?

Era de hostilidade. As primeiras pessoas que eles visitaram foram o prefeito, eu e o padre. Todos os militares tinham a mesma proposta: fazer com que o prefeito me convencesse a obedecê-los e que o padre, por também ser médico, persuadisse a população a acreditar que todos estavam tendo uma histeria coletiva. Os tenentes da Aeronáutica pediram para que eu aplicasse nas vítimas os tranquilizantes Idsedin [Que hoje é conhecido como Psicosedin], Diazepam e Benzodiazepam. Pediram-me para que convencesse as testemunhas de que estavam tendo alucinações. Eles chegaram a me dar caixas desses remédios, mas eu não os ministrei às pessoas. E ainda lhes disse: "Mas como faria isso? Então sou histérica também, bem como vocês! Porque eu os vi e todos vocês correram para fotografar o UFO quando estava sobre mim. Por que vocês não tomam também o remédio?"

A.J Gevaerd: Eles a ameaçavam? De que forma?

Sim. Eles me falaram: "Se a senhora continuar acreditando no que a população fala, vai sofrer severas punições. Será punida por sua instituição e pelas Forças Armadas". Percebi que corri o risco de ser presa, castigada e transferida, além de ter o meu registro cassado pelo Conselho de Medicina do Pará. Os militares sabiam que minha palavra na comunidade era muito importante, até mesmo mais do que a do prefeito e do padre. Chegaram a afirmar que se eu dissesse aos moradores que tudo aquilo era alucinação, eles iriam acreditar. E era justamente isso que queriam! "Sabemos que você é muito querida pelo povo e a única na ilha que tem nível superior, além do padre. Convença seus pacientes de que estão tendo alucinações, delírios e visões", pediam.

A.J Gevaerd: Quando os militares lhe deram os medicamentos que queriam que você ministrasse às pessoas, falaram como se fosse uma ordem?

Bom, como uma ordem eu não sei, mas tenho certeza de que não foi um mero pedido. Eles me solicitaram aquilo com muita convicção. E disseram: "Nós trouxemos esses medicamentos. Entregue uma cartela a cada uma das pessoas que disser ter sido atacada por esta tal luz. Você ficará responsável pela administração dos remédios". Até aquela época eu já havia atendido mais de 50 casos e disse que não ia receitar medicação para ninguém. Primeiro, porque aquelas eram drogas e só podem ser indicadas para pacientes que tenham necessidade e, ainda assim, com receita de cor azul. O Benzodiazepam, por exemplo, é um medicamento de tarja preta indicado para o alívio sintomático da ansiedade, agitação e tensão devido a estados psiconeuróticos e distúrbios passageiros, causados por situação estressante. Pode também ser útil como coadjuvante no tratamento de certos distúrbios psíquicos e orgânicos. Mas como não quis medicar ninguém com essas drogas, os militares começaram a me tratar com hostilidade.

O CONTATO COM OS OBJETOS

A.J GEVAERD: Conte como foi a sua primeira observação?

Certo dia, fui chamada às 16h00 para atender uma criança que tinha quebrado a clavícula, exatamente o filho mais novo da única paciente que teve as mãos queimadas para se proteger da luz que aterrorizava as pessoas. Então, fui com as três secretárias da unidade até a casa dela. Eram mais ou menos umas 17h00, quando terminei de fazer todos os curativos e imobilizar o local do ferimento. Pensei que poderia ter feito isso em apenas 20 minutos, mas acabei demorando uma hora. A criança estava muito nervosa e gritava muito. Quando terminei o atendimento, a família levou o garoto imediatamente para casa e eu fechei a unidade com as três secretárias - a Loló, uma senhora de 88 anos cheia de ferimentos de arraias, Jucemar e um rapaz de 16 anos. Nesse horário não havia mais ninguém na rua e nós andávamos a passos rápidos. Quando chegamos à frente da casa do presidente do Sindicato dos Pescadores, cujo apelido era Compadre Caneco, ouvi um barulho de algo caindo - sua casa era vizinha à minha. Olhei para baixo e vi minha acompanhante Jucemar desmaiada, caída no chão.

A.J Gevaerd: Quando isso aconteceu vocês já estavam quase chegando a casa...

Sim, faltavam poucos metros. Então, a Loló começou a me empurrar, a bater no meu braço e a apontar o dedo para cima, querendo me mostrar algo. Ela não olhava, apenas mostrava algo, mas eu estava ocupada dando atendimento à dona Jucemar. Enquanto isso, o povo gritava nas janelas das casas para que saíssemos de lá. Mas eu não podia correr, não sei a razão. Era uma mistura de três sentimentos distintos: curiosidade, êxtase e espanto. E caso acontecesse algo ali comigo, seria a prova definitiva de que a população não era delirante, histérica ou alucinada.

A.J Gevaerd: O que se passou em seguida?

Eu olhei pra cima e vi algo cilíndrico, com a aparência de metal e uma beleza suprema. Não era prata ou inox e tinha um brilho que nunca vi, com luzes na parte inferior e superior, azul, rosa e amarela, uma de cada cor. Posso comparar grosseiramente as cores daquele objeto com as do arco-íris. E o metal talvez seja como um inox classe A, extremamente polido e bem tratado, mas não era bem o tipo que conhecemos. Nunca mais vi material semelhante. O objeto devia ter aproximadamente uns 4 m de diâmetro, estava bem baixo e era gigantesco. Moro em um prédio de 13 andares e o artefato estava a altura de um edifício de 10. 

A.J Gevaerd: Como era o movimento daquele objeto?

Ele ia em direção à baía, voltava novamente e passava sobre minha cabeça. Nesse momento, eu achava que poderia cair sobre mim. Aí ele passava de volta, calmamente. Seu movimento era elíptico, sempre indo em direção à baía. Aquilo não era uma luz e sim algo metálico, mesmo porque, apesar de estar entardecendo, o dia estava claro e o céu sem nuvens. Eu via o artefato com clareza.

A.J Gevaerd: Você conseguiu ver se havia alguma coisa específica dentro daquele objeto? O que seria?

Sim. Quando ele começou a baixar, pude ver algo na parte da frente, como se fosse uma janelinha transparente. Enxerguei seres dentro do artefato, apenas da cintura pra cima, e eles tinham um formato humanoide. O que me chamou a atenção foram seus longos e volumosos cabelos amarelos. Tudo aquilo que falam nos gibis é mentira, eles apresentam formas humanas! Eram duas silhuetas de criaturas parecidas com humanos. Não tinham cor verde como alguns atribuem aos extraterrestres, e sim cor de gente. A parte da frente do artefato era transparente e tinha uma janela panorâmica. Deu para ver nitidamente a silhueta das criaturas quando desceram e chegaram à altura de um prédio de cinco andares. Eu os vi do tórax para cima, por isso não os identifiquei como mulheres ou homens. Só sei que não tinham a mesma altura - um era um pouco mais alto que o outro.

revista UFO
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Abaixo à igreja de Colares. Na época, centenas de pessoas se reuniam dentro da construção, que era uma das poucas onde a luz dos objetos não entrava. Na maioria das casas, os raios que os objetos emitiam adentravam as residências através da parede ou de pequenas frestas, atacando quem estivesse dentro.

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Abaixo uma das vítimas dos ataques, Aurora Fernandes sendo examinada pelo médico Orlando Zoghbi. A imagem no canto esquerdo é a marca deixada após o ataque. Onde havia necrose imediata e após a necrose havia sempre cerca de 2 a 4 orifícios, como se fossem marcas de pequenas agulhas (foto de Daniel Rebisso Giese)

ACAMPAMENTOS E VIGÍLIAS

Abaixo algumas fotos dos locais onde os militares se instalaram para fazer as vigílias e onde ficou a base da Operação, em Colares.. A primeira foto é na Praia do Humaitá, em Colares. Na Praia do Machadinho, segunda foto a esquerda, dentro do mato ao fundo, os militares montaram acampamentos. A última foto mostra a famosa Baía do Sol, na Ilha do Mosqueiro, palco de inúmeros avistamentos dos militares.


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Praia do Machadinho
Praia do Machadinho
Baía do Sol
Baía do Sol

Como escrito pelo Sargento Flávio, no final do Relatório de Colares, a falta de bons equipamentos na missão prejudicava a obtenção de boas fotos. As primeiras imagens das luzes tiradas pelos militares são como essas abaixo. Mas em resumo, o total, segundo revelou o comandante da Operação, Capitão Uyrangê, as fotos obtidas pelos militares passam do número de 500, além de outras 16 horas de filmagens em super 8, de objetos voando, entrando e saindo de rios, entre outros fenômenos impressionantes. Como disse Vitorio Peret, ex-piloto da Varig (vídeo no final da página), que foi uma das poucas pessoas que chegou a ver algumas gravações, não são 16 horas de objetos aparecendo e sim alguns seletos minutos, mas ele garante que são fortes e contundentes, mesmo chegando a ver apenas dois filmes e uma foto tirada pelo Sargento Flávio, em vigília, que na ocasião chegou a registrar cerca de 160 a 180 objetos em formação no céu. O Governo Brasileiro não liberou nenhum dos filmes até hoje.

Um fato pouco conhecido é que, na época da Operação Prato, como vivíamos em um regime militar e esse mesmo regime tinha forte apoio dos Estados Unidos da América (que sabia tudo o que acontecia aqui), houve a participação de um pequeno e prudente grupo de militares Americanos dentro da Operação Prato. Especula-se, que os filmes e os documentos mais contundentes foram levados pelos norte-americanos, pois eles forneceram aos militares da Operação Prato filmadoras e gravadores extremamente sofisticadas à época.


Documentos e fotografias da pasta: REGISTROS DE OBSERVAÇÕES DE OVNIS

OS OBJETOS - Origem: Relatório de Missão - Documento OP 01.03 Ilustrações e Relatório Colares

Abaixo alguns desenhos das tipologias das aeronaves que estavam aparecendo nas regiões. As assinaturas são do Sargento Flávio. Os militares catalogaram cerca de 9 tipos diferentes de objetos.

Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório Colares
Relatório Colares
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório de Missão - Ilustrações
Relatório Colares
Relatório Colares

OS CROQUIS

Abaixo alguns croquis de vigílias e observações dos militares. São desenhos precisos, que indicam passo a passo toda a movimentação dos objetos, as coordenadas, graus, distâncias, elevações, etc.

FOTOGRAFIAS NOVAS - Digitalizadas pela Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas (download completo no final da página)

MILITARES VISUALIZARAM OBJETO DE 100 METROS

O vídeo abaixo, com o relato do Coronel Uyrangê ao programa Fantástico, da Rede Globo, mostra o comandante revelando sobre a visualização de um gigantesco objeto em forma de uma bola de futebol americano que a equipe do A2 (2º seção) teve em vigília sobre o Rio Guajará, em Ananindeua/PA. Abaixo do vídeo, temos três documentos, os dois primeiros são os registros de número 065 e 066, da pasta de nome "Registros de Observações de OVNIs", liberadas pelo Governo Brasileiro. Os dois registros mostram duas observações distintas, sendo a primeira às 00h50min, onde um corpo luminoso (fotos) nas cores amarela avermelhada passa em zig-zag, o objeto tem cerca de 25 cm de tamanho aparente, ou seja, ocupava 25º (graus) no céu, a Lua cheia ocupa 0,5 (meio grau), é algo realmente gigantesco. O segundo documento, de número 066, ocorreu a 01h50min, onde um corpo luminoso na cor avermelhada com reflexos azul violeta chegou a incríveis 500 metros dos militares, ele era maior que o anterior, com cerca de 30 cm de tamanho aparente. O último documento, digitalizado pela Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas, é um arquivo com diversas observações e investigações dos militares na época da Operação Prato e após seu encerramento. O arquivo foi entregue por um militar, que participou da Operação, ao ufólogo Edison Boaventura. O documento é um "encaixe" ao registro número 066, liberado pelo governo. Anexado ao mesmo, estão duas fotos. O vídeo da declaração COMPLETA do Coronel, no final da página, mostra ele falando mais detalhes sobre essas observações, a partir do momento 1h:01min:44s.

Representação artística do objeto que ficou cerca de 70 metros da embarcação dos militares, no Rio Guajará, Ananindeua/PA, no dia 10 de dezembro de 1977.

O "FIM" DA OPERAÇÃO PRATO

A Operação Prato durou do dia 20 de outubro de 1977 até início de dezembro de 1977 (entre 5 a 12 de dezembro de 1977). Um NOVO documento, de nome "INFORME BRUTO", que foi entregue no início deste ano (2017), para a equipe do site operacaoprato.com, fornecido diretamente de uma fonte militar, que era particular amigo do Sargento Flavio, evidencia que os militares já estavam monitorando as atividades e os ataques dos objetos pelo nordeste Brasileiro, inclusive no documento consta o caso "Ilha dos Caranguejos", abordado no início. O número de casos registrados e investigados pelos militares da 2º seção, através de todos os documentos que temos em mãos, giram em torno dos 330, onde cerca de 95% dos casos aconteceram à noite. A Ilha de Colares ficou com 45% dos casos, cerca de 142 ocorrências, seguida por Benevides (12%) e a Ilha de Mosqueiro (10%). O mês de novembro, com base nos documentos analisados, foi o período de maior incidência, com cerca de 122 registros, cerca de 4 por dia. Muito se especula do porque do fim da Operação, se os objetos continuavam aparecendo e nem sequer havia uma conclusão sobre os fenômenos, se é que isso é possível. O Coronel Hollanda, em sua entrevista abaixo, deixa claro que para ele os fenômenos eram de origem extraterrestre, ele formulou sua teoria, dizendo que os seres que controlavam os objetos estariam estudando a população através da coleta de material genético, visando a criação de algum "soro" para um contato futuro com nossa espécie. Através dos documentos liberados e vazados, os militares do A2/I COMAR continuaram investigando os "corpos luminosos", como eles chamavam, até meados de julho de 1978, pelo que se tem registro. Inclusive, produzindo relatórios, vídeos e fotografias, até muito melhores que as da época da Operação oficial, já que com o tempo os militares foram adquirindo novos equipamentos, inclusive desembolsando dinheiro próprio , tudo para um propósito maior: buscar respostas. Os resultados da Operação, os avistamentos dos militares, os testemunhos dos civis, as fotografias, os vídeos, ecoaram dentro do mundo militar Brasileiro.

Tudo o que sabemos só foi possível graças a coragem de alguns homens, dentre eles, o brigadeiro Protásio Lopes, por ter insistido no funcionamento da missão. O Sargento Flávio, pelos relatórios imprescindíveis e fantásticos. Por último ao Coronel Uyrangê Hollanda, por ter contado o que sabia e o que viu, 20 anos depois do fim da Operação, gerando grande turbulência nos meios Ufológicos e estimulando a criação da campanha "UFOS: LIBERDADE DE INFORMAÇÃO JÁ!" conduzida pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), que tem como objetivo fazer pressões no Governo Brasileiro para a ver a liberação dos documentos referentes ao assunto.

Deixo abaixo alguns vídeos sobre a Operação Prato, além de alguns artigos importantes para se entender mais sobre a missão. O primeiro vídeo é de obrigatoriedade a todos que chegaram até aqui assistirem. 

  1. Especula-se, com grande aceitação, que uma nova missão envolvendo norte-americanos e militares do mais alto escalão Brasileiro seguiu pesquisando o fenômeno após o encerramento da Operação Prato. Os objetos luminoso saíram do Pará e continuaram aparecendo em outras regiões da Amazônia. Houveram casos semelhantes na Argentina.

RESULTADOS DA OPERAÇÃO, SEGUNDO UYRANGÊ:

  • Cerca de 2.000 páginas de documentos
  • Mais de 500 fotos 
  • 16 horas de filmagens

O QUE TEMOS DE DOCUMENTOS EM MÃOS:

  • Cerca de 500 páginas
  • Pouco mais de 120 fotos
  • Nenhuma hora de fitas foram liberadas
  • LEMBRE-SE: Agentes do CISA e do SNI participaram da Operação Prato e produziram documentos, o número liberado é ínfimo, os fatos mais impressionantes estão em acobertamento até hoje.

"Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar" 

William Shakespeare


                               ENTREVISTA PRINCIPAL COMPLETA DO CORONEL HOLLANDA AOS                                           UFÓLOGOS ADEMAR GEVAERD E MARCO PETIT, EM AGOSTO DE 1997:

                               ENTREVISTA DE HOLLANDA PARA O UFÓLOGO MARCO PETIT:

                             OPERAÇÃO PRATO - LINHA DIRETA 2005 - TV GLOBO

                 NOVAS FOTOS ADQUIRIDAS PELO UFÓLOGO EDISON BOAVENTURA 

O EX-PILOTO DA VARIG, VITORIO PERET, QUE PARTICIPOU DE UMA REUNIÃO COM OS MILITARES DA OPERAÇÃO PRATO E TEVE ACESSO A DOIS VÍDEOS:

CRÉDITOS E DOCUMENTOS

DOWNLOAD DE TODOS OS DOCUMENTOS, LIBERADOS E VAZADOS, DA OPERAÇÃO PRATO:

*Com dois novos documentos vazados no início de 2017 de fontes militares que participaram da Operação.

DOWNLOAD DAS FOTOS - REDE BRASILEIRA DE PESQUISAS UFOLÓGICAS

 JORNAIS DA ÉPOCA + INFORMAÇÕES DIVERSAS (SITE IMPORTANTE) - EQUIPE:

INFORMAÇÕES DIVERSAS:

ARTIGOS SOBRE O FENÔMENO:

Colares foi o centro da Operação Prato: 

 Conheça um pouco mais sobre como agia o chupa-chupa: 

Novas estatísticas da Operação Prato impressionam:

Uma análise do temido fenômeno chupa-chupa:

 Seria mesmo o fim da Operação Prato?: