Quer entender como funcionam nossas metodologias de investigação?

16/11/2018

O GEUC constitui suas investigações da seguinte forma:
Quando recebemos um relato, as informações são estruturadas em documentos distintos que, ao final, formam uma pasta única (nomeada de "inquérito ufológico"). Vamos ver, resumidamente, os quatro documentos/níveis existentes. Posteriormente, veremos mais detalhadamente o documento do primeiro nível.
1) Primeiro Nível: É o chamado "Registro Informativo de Observação de Fenômeno Aéreo Não Identificado". Neste registro inicial, temos 14 itens essenciais e básicos sobre a ocorrência. Ele é a capa dos registros posteriores. É o que especificaremos mais à frente.
2) Primeiro Nível/2: É o chamado "Relatório de Observação de Fenômeno Aéreo Não Identificado". Neste documento, que é aberto em conjunto com o primeiro, temos os seguintes itens:
2.1) Registro Meteorológico: Através do uso dos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), especificamos toda a situação meteorológica do momento exato da ocorrência. 
2.2) Registro de Movimentações em Espaço Aéreo: São verificados e especificados o trânsito aéreo existente próximo ao local da observação. Razão: A fim de eliminar possível erro de interpretação.
2.3) Registro de Corpos Celestes: São verificados e especificados, conforme a localização cardeal onde o fenômeno foi observado, os principais corpos celestes presentes no momento exato da observação. Razão: A fim de eliminar possível erro de interpretação.
2.4) Chuvas de meteoros: Se houve, é verificado e especificado. Razão: A fim de eliminar possível erro de interpretação.
3) Segundo nível: Registro Completo. Os 14 itens e as outras informações sobre o espaço aéreo dos dois primeiros registros são esmiuçados. Este documento, além de outros itens, contém: Registro ópticos da observação; condições psicofísicas do observador no momento do fato; fenômenos correlatos; geografia local e croquis representativos.
4) Terceiro nível: Inquérito Ufológico.
*Fotos e/ou vídeos são analisados, previamente, pelo Grupo. Caso não haja solução, os arquivos são enviados ao perito criminal Toni Inajar Kurowski (Curitiba - PR), que nos fornecerá um parecer.

Agora, iremos especificar os 14 itens iniciais do registro primário, chamado de "Registro Informativo de Observação de Fenômeno Aéreo Não Identificado"
00.   A testemunha poderá optar por sigilo total, parcial, ou nenhum.
01. Reg. Número: É colocado o número do registro, seguindo, sucessivamente, a uma sequência cronológica já existente.
02. Local: A posição geográfica, em coordenadas, onde a testemunha estava durante a observação do fenômeno. Citando, evidentemente, a cidade, bairro/distrito, rua e referência.
03. Data e hora: Com maior precisão possível.
04. Descrição: O que foi observado pela testemunha. Aqui, o registrador irá classificar o fenômeno ou como "objeto voador", quando a testemunha observa um objeto material, podendo ter luzes ou não, ou "corpo luminoso", quando não é visível materialidade, apenas luminescência. 
05. Cor: Coloração que foi observada.
06. Forma: A aparência do objeto/corpo.
07. Tamanho aparente: A medição "aparente" é realizada obrigatoriamente em graus. Com uma régua especial, a testemunha irá apontá-la para o céu, na direção onde observou o fenômeno e, observando as medições da régua, nos fornecerá o valor mais próximo (que estará em graus) da área que o objeto/corpo ocupava/tapava no espaço aéreo. Caso tenha sido um fato à curta distância, posteriormente colocamos o valor também em "metros".
08. Movimento: Característica de voo do objeto/corpo.
09. Velocidade: A testemunha poderá comparar a velocidade do objeto/corpo com algum artefato espacial convencional. Caso demonstre certa dúvida, um laser de longo alcance pode ser utilizado para que ela represente, "desenhando" no céu, a velocidade do objeto/corpo.
10. Altitude: A testemunha, caso tenha o discernimento, nos fornecerá a altitude aparente, em metros, do objeto/corpo. Caso o mesmo mudou conforme o voo, teremos variáveis altitudes. 
11. Distância: Fornecida em metros pela testemunha. Usará referências do ambiente para maior precisão. Em casos extremos, um teodolito estará à disposição.
12. Elevação: O alteamento, em graus, do objeto/corpo em relação ao horizonte. Vai de 0º a 90º (zênite). É usado um laser de longo alcance para melhor representação por parte da testemunha.
13. Observador(es): Nome da(s) testemunha(s).
14. Nota: Sucinta descrição final dos fatos.