Ufologia na Microrregião Carazinhense
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Por Giordano Mazutti Andrade                                                             

O Estado do Rio Grande do Sul, em suas sete mesorregiões, tem um dos maiores números de ocorrências ufológicas do Brasil. Segundo documentos de caráter SECRETO do COMDABRA - Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (códigos dos documentos, disponíveis no Arquivo Nacional: BR_DFANBSB_ARX_0_0_0719 e BR_DFANBSB_ARX_0_0_0720), o Rio Grande do Sul aparece na 5ª e 2ª posição em avistamentos de OVNIs, entre 1954 e 2000 e entre 2001 e 2005, respectivamente. As microrregiões de Carazinho, Passo Fundo e Não-Me-Toque registram casos desde a década de 50. 

Na pesquisa ufológica, além da investigação in loco, é de importância imensurável o catalogamento e o mapeamento das regiões de incidências, visando um estudo não só do fenômeno, mas dos locais onde eles ocorrem. Não há dúvidas, presumindo que o fenômeno é, em certas ocasiões, inteligente, de que os locais de grandes incidências (na linguagem ufológica: grande casuística) devem ter algo em comum. Assim também, como em estudos passados, analisando os locais das incidências, descobriu-se a origem natural dos fenômenos lá observados.

As ocorrências de fenômenos aéreos e terrestre não identificados na microrregião de Carazinho datam desde o final da década de 50. As investigações por parte de entidades especializadas também seguem esse período. A extinta Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores (SBEDV), fundada em 1957 pelo médico alemão Walter Karl Buhler, tinha correspondentes na cidade de Sarandi/RS. Dentre eles, o Sr. Jorge Ernesto Macedo Geisel, filho do General Henrique Geisel e sobrinho do ex-presidente General Ernesto Geisel.

Veremos adiante, que o Sr. Jorge Geisel e o General Henrique, conjuntamente com outras pessoas, detectaram, no final do mês de maio de 1965, um objeto voador não identificado de grandes proporções nos céus de Sarandi e região. Tal objeto tinha uma atitude visivelmente inteligente: despejar (evacuar, soltar) objetos menores em direção ao solo. Na época, logo após a revolução de 1964 no Brasil, conjuntamente à Guerra Fria, poderiam ser esses OVNIs equipamentos de espionagem de algum outro país? Um teste com alguma tecnologia ainda secreta? Algo assolou continuamente nossa região, sendo os fenômenos observados por pessoas extremamente idôneas.

Já em Carazinho, a capital da hospitalidade foi presenteada em 1975 com a fundação da Associação Carazinhense de Astronomia e Estudos de Fenômenos Espaciais (ACAEFE). Às 18h do dia 10 de novembro de 1975, na sala de reuniões da Sociedade Carazinhense de Máquinas e Eletrecidades (SOMEL), surgia a ACAEFE. O presidente inicial foi o Sr. Werner Gerhardt Karl Schutz, e o vice-presidente o Sr. Dionísio Leonel Galvagni, ambos fundadores da mesma. A última investigação da ACAEFE foi realizada no ano de 2012, após uma onda de ocorrências de visualizações de fenômenos aéreos não identificados nesta cidade. 

DAS TERMINOLOGIAS E METODOLOGIAS DO GEUC

Como já amplamente divulgado, o Grupo de Estudos Ufológicos de Carazinho (GEUC) abstêm-se da nomenclatura "Objeto Voador Não Identificado (OVNI)", por entender que o acrônimo "OVNI" não consegue alcançar e representar o que de fato foi observado pela(s) testemunha(s). A terminologia "OVNI" pressente a falsa interpretação de algo sólido, o que muitas vezes sequer é observado. Desta forma, a nomenclatura "fenômeno aéreo não identificado" tornasse mais abrangente, imparcial e neutra.

  • Quando nos é relato apenas a observação de um fenômeno luminoso, nomeamos como "corpo luminoso (CL). Caso haja a observação de um objeto material, podendo ter luzes ou não, nomeamos de "objeto voador".
  • Quando nos é relatado a observação de qualquer tipo de entidade desconhecida, nomeamos como "entidade biológica desconhecida".

ATENÇÃO!

A partir de agora, os casos são somente os documentados e investigados pelas extintas SBEDV e ACAEFE. Os investigados pelo GEUC estarão, em breve, disponíveis em forma de mapeamento.

CIDADE DE CARAZINHO

Em 26 de julho de 1965, ocorreu um belo caso ufológico na nossa cidade de Carazinho (RS). O caso ocorreu no inicio da noite quando os estudantes Adilon Batista de Azevedo, 14 anos na época, Nelson Vieira de 17 anos e João Pereira de 14 anos, saíram de suas residências em direção ao cinema da cidade, na Av. Flores da Cunha. Adilon e os dois outros jovens, moravam na periferia da cidade e por isso teriam de ir a pé até o centro da cidade.

Eles logo chegaram em um terreno baldio, entre as ruas Quinze de Novembro, General Canabarro (atual nome: David Canabarro) e Alexandre da Mota. Nesse local avistaram um foco de luz, em formato de cone originado de uma 'nuvem' (névoa). A luz iluminava uma área de uns 10 metros de diâmetro, havia também um ruído estranho. Os garotos, assustados, pensaram de início se tratar de um enxame de abelhas, pois o ruído que tal fenômeno emitia era parecido. Enganados, começaram a correr na esperança de fugir das possíveis abelhas, porém, apenas Adilon parou para observar melhor. Logo viu um objeto, de formato ovoide, com 5 metros de comprimento por 1,5 de altura, aterrissar no terreno baldio, a uns 40 metros do local onde se encontrava. Esse objeto pairou a aproximadamente 1 metro do chão.

Poucos minutos depois surgiu um novo objeto que da mesma forma desceu perto do primeiro. Eles eram idênticos em sua forma, porém, o segundo artefato era um pouco menor, tendo 2 a 3 metros de comprimento

Dois pequenos seres, de 1,50 m de altura, saíram do engenho maior e começaram a andar em volta do aparelho. Estes gesticulavam e conversavam entre si em idioma desconhecido. Adilon observou a cena por alguns minutos e quando as criaturas viraram-se de costas para Adilon, este avançou e entrou no terreno baldio para ver mais de perto. Ele agachou-se atrás das paredes de cimento de um poço. Segundo Adilon, os tripulantes do objeto usavam roupa escura e capacete luminoso. Saindo do capacete, na parte da altura do nariz, descia uma faixa mais escura, saindo que seguia até o peito.

Após 5 minutos de observação, a testemunha observou que três outros seres saíram do objeto menor se dirigindo aos tripulantes do primeiro objeto. Um dos elementos do segundo grupo segurava um objeto luminoso e andava de um lado para o outro, pouco depois, os dois seres do primeiro grupo deram três voltas em torno do objeto e entraram nela. O aparelho decolou verticalmente produzindo um ruído e desaparecendo em seguida. Os três tripulantes do outro objeto objeto continuaram conversando por mais alguns minutos, depois entraram no objeto que decolou e voou rapidamente perdendo-se no horizonte.

CONSEQUÊNCIAS

Depois desta experiência, Adilon foi ao encontro de seus colegas que já o esperavam no cinema. Adilon permaneceu ali apenas por meia hora pois começou a sentir uma forte dor de cabeça. Passou em uma farmácia, comprou um comprimido de Fontol, que não fez efeito. No dia seguinte, seu pai, o Sr. Gumercindo Batista Azevedo, impressionado com a história, levou-o ao médico. Este lhe receitou calmantes e sedativos que também não funcionaram. Sua dor de cabeça continuou por mais 5 dias cessando repentinamente após isso.

* Vale constar, apesar de Adilon ser a testemunha de primeiro grau, aquela noite na cidade de Carazinho outras pessoas viram um artefato luminoso sobrevoando a cidade, principalmente onde hoje é o Bairro Santo Antônio, ponto alto da cidade. Relato aqui, que meu avô Francisco Assim Junqueira de Andrade, naquela noite, mandou meu pai e seu outro irmão (ambos céticos ao fenômeno, até hoje) adentrarem de volta a residência, após parte das pessoas começarem a ver o objeto luminoso subindo o firmamento. Por serem de religiosidade católica atribuíram tal fenômeno a outras hipóteses.

Adilon na época
Adilon na época
Adilon 40 anos depois
Adilon 40 anos depois

ONDA DE AVISTAMENTOS UFOLÓGICOS EM 2012

A antiga e inativa Associação Carazinhense de Astronomia e Estudo de Fenômenos Espaciais afirma que os Objetos Voadores Não Identificados que foram vistos por alguns Carazinhenses entre os meses de março e abril de 2012 "não são de fabricação humana"

O presidente da Associação Carazinhense de Astronomia e Estudo de Fenômenos Espaciais (Acaefe), Werner Schütz, realizou uma análise referente aos objetos voadores não identificados (OVNIs) que alguns carazinhenses teriam avistado no céu do município durante os meses de março e abril de 2012. Segundo Schütz, a primeira visualização ocorreu no dia 27 de março, por volta das 20h30min, observada pelo psicólogo Marcelo Saute. Já a segunda visualização ocorreu no dia 3 de abril, aproximadamente no mesmo horário, sendo vista pela funcionária pública Patrícia Azevedo, que é parente da esposa de Marcelo Saute, e também pelo pedreiro Giovane Fagundes, e pela estudante Gabriele Fagundes.

Os dois objetos possuem características semelhantes de tamanho, direção e velocidade de deslocamento, além de serem observados em uma noite com céu limpo e sem variação de temperatura, tornando-se impossível de criar qualquer tipo de miragem, conforme explica Schütz. Os dois objetos possuem forma de cogumelo, porém, um deles possuía uma formação pontiaguda. Ambos não apresentaram ruídos e não tinham qualquer vestígio de radiação de gases ou combustíveis. Os objetos não possuíam barreiras em seu contorno e eram preenchidos por uma concentração de estralas. O objeto avistado por Saute tinha estrelas de coloração vermelha; já o objeto observado pelas três pessoas possuía estrelas vermelhas, que ao trocar de posição emitiam um flash de luz verde. As estrelas, conforme relato dos observadores, eram entrelaçados entre si, porém sem ligação, e se movimentavam aleatoriamente dentro da própria formação do cogumelo, sem se chocarem uma com as outras.

Saute tentou registrar o objeto através de fotografia, porém, pensou que perderia muito tempo de observação do OVNI até procurar a câmera. Ele revela que conhece diversos modelos de aviões diferentes, podendo afirmar que o objeto avistado não era de fabricação humana. Impressionado com o que viu, Saute comunicou Schütz, que através dos relatos pode desenhar o objeto avistado. "Eu fiquei em êxtase de ver uma coisa que nunca tinha visto, era bonita e chamava atenção pelo conjunto. Eram vários pontos luminosos e cada ponto, deu para identificar como sendo um objeto. O conjunto era como se fosse uma esquadrilha voando em formação, pois através destas luzes você enxergava o céu", explica Saute.

Ele comenta que conversou com outras pessoas que também relataram ter visto algo semelhante, até mesmo em Não-Me-Toque. "Imagino que seja alguma coisa que veio para nos observar, não tem outra explicação. Queria destacar que quem ver deve fornecer informações, sem ter medo ou vergonha", indica o psicólogo.

Após Saute ter observado o objeto, sua esposa Ana Cristina, comentou com Patrícia sobre o acontecimento, mas Patrícia não teria acreditado na veracidade do fato. Por coincidência, alguns dias depois, sentados no pátio de casa, Patrícia, o marido Giovane e a filha Gabriele visualizaram o outro objeto, que emitia flashes verdes. Ambos ficaram deslumbrados e observaram o Objeto por cerca de um minuto, quando repentinamente outro objeto semelhante apareceu, encostando-se à parte traseira do primeiro, seguido de um terceiro objeto que realizou a mesma manobra. A observação já durava cerca de quatro minutos quando os possíveis começaram a se deslocar até sumir.

Após analisar os relatos dos observadores, o presidente da Acaefe, Schütz, revela que definitivamente os objetos voadores não identificados não são de fabricação humana, com funcionamento harmônico e conduzido por uma entidade inteligente. "Vamos continuar observando e analisando o céu de Carazinho e região para ver se visualizamos algo semelhante, mais vezes", afirma.

Larissa Marta (Jornal Diário da Manhã/Passo Fundo) .

SARANDI

O Sr. Berlet, após alguns dias de seu chegada da fantástica viagem, começou a escrever tudo o que tinha vivido à mão em folhas de caderno, foram quase 400 páginas. Em 1967 o livro nomeado "Os discos voadores: da utopia à realidade, narrativa de uma real viagem a outro planeta" foi publicado no Brasil. Em 1972, o livro foi traduzido e publicado na Alemanha (10.000 exemplares); Em 1973 traduzido e publicado na Finlândia (10.000 exemplares); Em 1989 traduzido e publicado nos Estados Unidos (11.000 exemplares). O livro contém 148 páginas, com ilustrações dos prédios do planeta Acart, da espaçonave e todos seus detalhes, além de todo o diálogo entre Artur e os tripulantes que o abduziram.

As folhas primordiais escritas por Artur estão expostas no Museu de Ufologia de Itaara, próximo a cidade de Santa Maria/RS. As filhas de Artur Berlet, e outros familiares, estiveram presentes no Encontro Ufológico que o Grupo de Estudos Ufológicos de Carazinho promoveu no dia 25 de junho de 2016, aqui na cidade de Carazinho. O livro está disponível para venda, com envio para todo o Brasil.

INTENSA CASUÍSTICA UFOLÓGICA EM SARANDI NO ANO DE 1965

* 1965 foi o mesmo ano do "Caso Adilo,ocorrido em Carazinho, no mês de julho. 

* Jorge Geisel (Jorge Ernesto Macedo Geisel) citado diversas vezes nas matérias abaixo, era um advogado, oficial da Aeronáutica e irmão do General e ex-presidente Ernesto Geisel.

Maio de 1965: "Nave mãe" é vista sobre a cidade de Sarandi, conjuntamente a outros 8 objetos menores. Texto publicado na extinta Sociedade Brasileira de Pesquisas de Discos Voadores (Boletim nº 50, páginas 17 e 18, ano de 1966)

 Agosto de 1965: OVNI causa blackout (apagão) em Sarandi

 Entre 1º e 15 de setembro de 1965: Mais uma observação de UFO

 JUNHO DE 1967 - MAIS UMA ABDUÇÃO EM SARANDI: O RAPTO DE DIRCEU GÓES 

Pode parecer estranho, mas a pacata cidade de Sarandi além de diversas observações de OVNIs, teve duas histórias de abduções. A primeira, já informada aqui, do Sr. Artur Berlet.  A segunda história chegou até os pesquisadores da SBEDV através do próprio Artur, já que Dirceu era extremamente discreto e não havia feito questão de anunciar sua experiência para outros.

Boletim Especial 1975

Jorge Ernesto Macedo Geisel e o médico, ufólogo e fundador da Sociedade Brasileira de Pesquisas de Discos Voadores, Walter Karl Bühler.

Legenda

Flechas vermelhas: Locais dos avistamentos dos OVNIs em maio, agosto e setembro de 1965. 

Flecha Azul: Local da abdução de Dirceu Góes

Flecha Amarela: Localidade de Natalino, local da abdução de Artur Berlet

Flecha Laranja: Localidade de Beira Campo, palco de frequentes avistamentos de fenômenos luminosos, próximos a empresa LANAGRO. 

RONDA ALTA

A plantação de soja do Sr. Roque Vargas, no dia 20/01/2007 foi parcialmente destruída por um fenômeno até hoje desconhecido. Tudo iniciou cerca de uma semana antes, quando o próprio Roque Vargas visualizou, em plena luz do dia, um objeto voador não identificado de formato cilíndrico (comparado a um charuto) cruzar o céu emitindo um zumbido. Já na manhã do dia 20, Roque encontrou parte de sua plantação com a terra perfurada, em formato espiral, evidenciando a retirada de parte da terra. Além do soja morrer, no local do fato as plantas não se desenvolveram por alguns meses após o incidente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • DIRETORIA DE SERVIÇO GEOGRÁFICO (DSG). Banco de Dados Geográficos do Exército. Versão 3.0. 2013. Disponível em: <https://www.geoportal.eb.mil.br/mediador/>. Acesso em: 10 de maio de 2018.
  • Documentos do Comando da Aeronáutica, disponíveis no site: sian.an.gov.br, através dos códigos: 

    BR_DFANBSB_ARX_0_0_0719 e 

    BR_DFANBSB_ARX_0_0_0720

  • BERLET, Artur. Os discos voadores: da utopia à realidade, narrativa de uma real viagem a outra planeta. Rio de Janeiro: Ed. Portinho Cavalcante, 1967.
  • BULHER, Walter e PEREIRA, Guilherme. O Livro Branco dos Discos Voadores. Petrópolis: Ed. Vozes, 1983.
  • B42 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 74-79
  • B50 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores, página 50   
  • B55-59 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores, paginas 16 e 17
  • B63 Boletim da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores - Edição 1975